Diversificação, antifragilidade e inovação

Adversidades devem ser razões para crescer, não para descansar nas lamentações. Essa é uma das principais lições postas em prática durante os dois anos de pandemia. Querem um bom exemplo disso? De acordo com o Departamento do Censo dos Estados Unidos, mais de 4,3 milhões de negócios foram criados no país ao longo do ano de 2020. Entre os motivos que explicam esse impulso, explicadas pelos participantes de uma enquete realizada pelo portal salesforce.com, estão a criatividade (forçada pelo fechamento de diversos postos de trabalho), vontade de ser o  próprio chefe, pouco investimento necessário para abrir um negócio e o “fator digital”.

No Brasil, um dos países mais seriamente atingidos pela COVID, o empreendedorismo foi a saída encontrada por milhares de cidadãos. Conforme indica a revista Forbes, mais de 551 mil brasileiros se registraram como microempreendedores entre os meses de março e julho de 2020. Ainda em relação ao Brasil, a Exame ilustrou, em 2015, 30 exemplos de pessoas que abriram um negócio durante o difícil período para a economia brasileira naquele período.

Na Catalunha, foram criadas 27 startups durante 2020 e, conforme explica o portal Ara, a pandemia levou comerciantes de Girona a encontrarem novas oportunidades para geração de receita.

Esses são apenas alguns dos numerosos casos de pessoas que se beneficiaram do caos, que conseguiram prosperar apesar do cenário extremamente desfavorável. São pessoas que praticaram a antifragilidade, conceito explicado pelo autor libanês Nassim Taleb em seu livro intitulado ‘Antifrágil‘. De acordo com a obra, ser antifrágil é mais que ser resiliente: ser antifrágil significa passar por uma dificuldade e sair ainda mais forte dela, ao contrário de quem é frágil (aquele que sucumbe diante das adversidades).

Passar por um túnel de adversidades e sair dele com mais força requer, em primeiro lugar, vontade não apenas de voltar ao estado anterior, mas sim de mostrar o troféu de vencedor. Vencer, aqui, é criar um cenário que seja melhor que o anterior a uma crise. Isso requer duas coisas: diversificação e inovação.

No livro ‘Inovação, a arte de Steve Jobs‘, são apresentados 7 princípios:

  • fazer o que gostamos;
  • causar impacto no universo;
  • por o cérebro para funcionar;
  • vender sonhos em vez de produtos;
  • dizer ‘não’ para mil coisas;
  • criar experiências incríveis;
  • dominar a mensagem.

O livro revela diversos casos de produtores e donos de negócios que fizeram bom uso dos princípios listados acima, e alcançaram o sucesso empresarial. Aqueles profissionais agiram diferente para pensar diferente, logo, inovaram. Está no DNA dos inovadores o “prazer em questionar o status quo“, em estabelecer conexões com pessoas de outros âmbitos culturais e profissionais para que, finalmente, tenham uma ideia avassaladoramente revolucionária. Tudo isso tem a ver com diversificação, um conceito bastante utilizado, por exemplo, por quem investe no mercado financeiro: diversificar investimentos, de forma moderada, permite que a carteira do investidor sofra menos prejuízos em tempos de crises. Logicamente, esse conceito pode (e deve) ser aplicado ao mundo profissional, pois ter uma boa diversificação de conhecimentos e experiências facilita uma saída com êxito de um período caótico, ou seja, que a nova fase seja ainda melhor.

Assim, ter ideias, experiências e relações diversificadas favorecem a inovação, elemento essencial para a antifragilidade. E você, se considera uma pessoa antifrágil? Conseguiu abrir um novo negócio? Envie seus comentários para contato@catalunhaletras.com.br. Quem sabe o seu novo negócio não possa ser melhorado com um dos nossos serviços, ou não possamos ter uma parceria?

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